sábado, 23 de julho de 2011

GESTÃO BASEADA NO CICLO PDCA




OS RESULTADOS QUE VOCÊ TEM HOJE são decorrentes do seu planejamento e da sua execução das ações de ontem.

Se os seus resultados atuais lhe são satisfatórios, ou seja, atendem às suas metas estabelecidas na etapa do planejamento, você pode considerar ter realizado um planejamento assertivo e uma execução deste planejamento de forma eficiente.
No entanto, se suas metas não foram atingidas, reveja sua forma de planejar e a sua forma de executar as ações – aprimore-as.

Depois, planeje e execute novamente, utilizando-se das novas formas, agora aprimoradas. Confirme se suas metas não foram atingidas.

Isto é gestão baseada no ciclo PDCA!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

5S: Faxina ou cultura?

UMA DAS FERRAMENTAS QUE AS ORGANIZAÇÕES IMPLEMENTAM para iniciar um sistema de gestão pela qualidade, oriunda do Japão, da década pós-guerra, embasada no modelo americano Housekeeping e introduzida no Brasil com a campanha do Sugismundo, na década de 1970, o 5S visa criar um ambiente adequado para a produtividade, levando em consideração os aspectos que a influenciam, além de melhorar o ambiente de trabalho e reduzir custos, evitando desperdícios.



Muitas vezes, a ferramenta é interpretada, erroneamente, como “o ato de fazer faxina no ambiente de trabalho”. É comum então, presenciarmos comentários como: “hoje vou fazer um 5S’s”, quando a pessoa se refere a uma grande limpeza, como se fosse uma maratona, um evento isolado para o qual dedica-se grandes esforços, diferentes dos direcionados no cotidiano.



O programa está apoiado em conceitos que expressam a necessidade de mudança de hábitos, pois, trata-se de ter senso, ou seja, consciência da necessidade de imprimir determinada conduta quando da realização do trabalho. É muito mais um modelo que redefine a cultura das pessoas e da própria organização do que necessariamente um dia de faxina.

Um dos sensos trata do uso adequado dos recursos existentes, incluindo os de estrutura física, espaço, tempo, pessoas, financeiro entre outros. Isto afeta inclusive o meio-ambiente, quando a empresa cria uma cultura de abdicação do uso exagerado dos recursos com fontes naturais, minimizando assim, os impactos relativos ao meio ambiente.

Da mesma forma, afeta a saúde financeira da empresa, pois, gera menos custos desnecessários para a realização das atividades, começando pela eliminação de tempos desnecessários para se achar coisas que estão perdidas.

Ainda, vale ressaltar que o uso adequado dos recursos e a sua ordenação nos locais de guarda também afeta a produtividade por se criar e manter um ambiente limpo, livre de utensílios e materiais que atrapalhem a fluidez do serviço de qualquer organização, independente do seu ramo de atuação. Tem-se aí um fundamento importante para o Lean Manufacturing.

Outro senso que se implementa na forma de agir das pessoas é organizar o seu ambiente de trabalho de forma que os materiais possam ser fácil e rapidamente localizados, não havendo dispêndio de tempo e de cansaço físico e emocional pelo fato de não ter as ferramentas ou informações de uso cotidiano à disposição. A adequada utilização do espaço físico ainda é afetada pelo senso de organização, pois, organizando os materiais, invariavelmente temos uma utilização otimizada dos espaços existentes.

Faça um teste: se na sua empresa há a implantação do 5S e há necessidade de dispor lembretes do tipo “ao sair apague a luz”, ainda não há uma cultura formada, pois o ato de desligar a luz ao ausentar-se do ambiente ainda não virou hábito natural das pessoas que vivem naquele ambiente.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Metas, sempre aumentar?


Conceitualmente existem dois tipos de metas: de melhoria e de manutenção.

Uma meta de melhoria sempre visa estimular melhores desempenhos.

Uma meta de manutenção visa manter um resultado que esteja em um nível considerado de excelência.

A meta de manutenção aplica-se, por exemplo, a altos índices de satisfação (será muito difícil alcançar 100% de satisfação, não é?). No entanto, é interessante que resultados considerados em nível de excelência sejam comprovados, quando se comparam com seus referenciais. Dependendo do setor, talvez uma satisfação de 80% seja considerada um nível de excelência. Já em outros, 98%. Depende do tipo de serviço/produto e setor de atuação.

Ainda, imagine um indicador, por exemplo, de acidente de trabalho, cujo resultado está há muito tempo como zero. Há como definir meta de melhoria? Claro que não, pois se encontra em um nível de excelência.

Agora, é interessante que o sistema de gestão da sua empresa permita ter metas de manutenção - isto deve ser um "padrão de trabalho" das práticas de definição de metas. E, tudo deve ser uma questão lógica, para o negócio da empresa.