sábado, 7 de julho de 2012

QUANDO O ÓTIMO É INIMIGO DO BOM E QUANDO O BOM É O INIMIGO DA EFICIÊNCIA E DA EFICÁCIA.


Nosso início de atuação no mercado já nos fez perceber como, em muitas empresas, projetos não nascem – ficam só no papel – em detrimento de muitas questões, entre as quais podemos destacar a habilidade das pessoas em mobilizar recursos para implementar as ações relativas àquele projeto. Já outros, nascem, mas nascem tortos, também em função da habilidade das pessoas. E, para não falar só de insucessos, há os projetos que são eficiente e eficazmente implementados e, por incrível que pareça, também devido ao mesmo fato: a habilidade das pessoas em mobilizar os recursos para o objetivo final.

Há um grupo característico no qual as pessoas esperam infinitamente algo milagroso acontecer, a exemplo de uma implementação de um software ou o desenvolvimento de uma metodologia avançada. Estas pessoas são as atravancadoras das coisas e se consideram as mais influentes. Realmente, elas ficam sonhando com algo que nem chegou a dobrar a curva dos trilhos do trem, nem mesmo vemos a luz do farol à noite, por enquanto ainda é só conceito. Mas, alguém já falou que isto é bom e vamos aguardar até conseguir a sua implementação. Personagens como estes vivem no “Mundo do País das Maravilhas” Conclusão: Projeto em stand bye e o produto ou processo no qual aquele projeto visa implementar mudanças está da mesma forma como sempre esteve, gerando os mesmos resultados de sempre. Nada andou, nem mesmo aquela metodologia ou software avançado. Nenhum esforço dedicado. Para pessoas com estas características, o ótimo é inimigo do bom.


Por outro lado, há um grupo característico no qual as pessoas têm muita pressa. Estas não têm tempo nem mesmo para planejar o projeto – já querem executar. Diferentemente dos personagens que citamos no parágrafo anterior, já demonstram algum tipo de reação. Ações são percebidas. Os comentários nas salas de café dizem respeito à “algo está acontecendo nesta empresa”. No entanto, sabemos que a velocidade é inimiga da eficiência. Pessoas deste grupo frequentemente tem que desmanchar o telhado para voltar atrás no projeto e construir o fundamento da casa por primeiro. Gastam mais do que seria o necessário, estressam seus colegas e são verdadeiros causadores de tsunamis. São os super-heróis e querem carregar a empresa nas costas. Personagens com estas características só pensam em alguns “o que fazer” e consideram que pensar no “como fazer” é perder tempo. Conclusão: Projeto em andamento e o produto ou processo no qual aquele projeto visa implementar mudanças está da mesma forma como sempre esteve, gerando os mesmos resultados de sempre. Nada andou, mesmo com esforço, às vezes, humanamente impossível. Para pessoas com esta característica, o bom é inimigo da eficiência.

Há, por sorte divina, um grupo com características intermediárias. São aqueles que dedicam o tempo necessário para o planejamento do projeto. Não têm pressa, mas também querem ver as coisas acontecerem. Pensam em todas as informações que são críticas para o bom andamento das ações. Comunicam as ações e contextualizam para todos os envolvidos a fim de que tenham o real entendimento do “o que” e “como” fazer e tenham o real sentido daquele projeto e os resultados que se espera com o mesmo. Pessoas com estas características dedicam um tempo adequado da sua agenda semanal para acompanhar, orientar e cobrar da equipe envolvida na execução. Seus projetos são sustentáveis: uma vez implementados não necessitam ser refeitos, porém, executam as ações para que resultados sejam possíveis. Preferem fazer algo, mesmo que não embasados na última tecnologia disponível. Estas pessoas atraem colegas de trabalho – todos gostam de trabalhar com eles, pois resultados são perceptíveis e há toda a orientação durante a execução, pois o planejamento foi bem pensado e contextualizado, sem haver, desta forma, atritos de comunicação. E a conclusão? Projeto em andamento e o produto ou processo no qual aquele projeto visa implementar mudanças está mudando aos poucos, gerando os pequenas alterações nos resultados. Ações foram implementadas, com um esforço humanamente aceitável. Para pessoas com estas características, todos são amigos, o ótimo, o bom e a eficiência. E ainda, trazem mais um integrante: a eficácia.


Com toda certeza, há uma escassez enorme de pessoas com característica deste último grupo, mas há muita oferta de desafios (não de emprego) que precisam de agentes da mudança sustentável: mudanças eficientes e eficazes. Desenvolver as habilidades das pessoas é fundamental para que tenhamos bons (ou melhores) resultados. E tem gerentes de RH que não enxergam tais necessidades!

E você? Em qual grupo se enquadra? Tente refletir sobre as formas pelas quais você atua na sua empresa e os resultados que seus projetos estão gerando. Faça esta avaliação – a sua empresa só tem a ganhar.

Você tem colegas com estas características? Compartilhe com a gente!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Falamos de crise, mas não de gestão.


Em épocas como as que se apresentam atualmente, estamos postos frente a um cenário que não é muito otimista para o crescimento econômico do País e, por consequência, das empresas.

Quando abrimos os principais meios de comunicação nos deparamos com flashes que apontam para incentivos do governo para o consumo, por meio da diminuição dos juros, facilidade ao crédito, diminuição de impostos, principalmente IPI.

Deparamos-nos com cenários que retratam, por exemplo, a maior saída de estrangeiros da Bolsa, desde 2008. Bovespa apostando em estratégias de investimento para alavancar o crédito à Bolsa.

Nos ambientes organizacionais, estamos frente a cenários que apontam para a demissão de pessoal, redução de produção, corte do café e demais questões que, neste momento, possam ser consideradas supérfluas, como, por exemplo, planos de saúde, seguro de vida, entre outros.


Uma grande tendência, em ambientes como estes, é o corte, por parte das empresas, em ações voltadas ao desenvolvimento da gestão, bem como, da capacitação e desenvolvimento da sua força de trabalho, fazendo com que os integrantes sintam-se ameaçados, tensos e meramente executores, com cautela para não impactar os custos.

Reduzir o investimento no desenvolvimento das pessoas e dos sistemas de gestão das empresas é uma estratégia reversa, ou seja, ao invés de alavancar, de propor respostas às ameaças externas, o empresário diminui os anticorpos da sua organização.

Conhecemos um dito popular que “em época de crise, crie”. Como vamos criar senão por meio de métodos e das pessoas? Como vamos criar senão por meio do incentivo e desenvolvimento de novas visões por parte da força de trabalho? Por que não desenvolver para criar novas formas de se estruturar com menor custo, com maior velocidade e maior vantagem competitiva?

As dificuldades brotam no ponto de vista das pessoas. Se criarmos um modelo mental de retrocesso e de cortes, é lógico que o funcionário vai produzir menos, vai pensar menos em questões de desenvolvimento de novos processos ou produtos, e vai se sentir ameaçado, trabalhando com medo e afetando o ambiente de trabalho.

É justamente neste cenário que os investimentos em gestão e desenvolvimento das pessoas deveriam aumentar. Isto sim é estratégia para responder ao cenário que se desenha.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O que será da indústria nacional senão a inovação?


"Os decepcionantes resultados da indústria em janeiro podem ter sido agravados pela crise externa ou por fator sazonal atípico. Mas não foram causados por eles. São resultado das omissões deste governo e dos anteriores.

A queda da produção física em janeiro sobre o mês anterior foi de 2,1%, como apontou o IBGE na última quarta-feira. E a redução em 12 meses terminados em janeiro, de 0,2%. Alegações de que o mês foi atípico, por causa das férias coletivas da indústria, não têm cabimento. Embora também tenha sido atípico, janeiro de 2011 apontou produção industrial física 2,3% maior do que a de janeiro deste ano.

O desempenho ruim deste início de ano vem quando o consumo avança perto dos 5% – mostraram as Contas Nacionais – e há pleno emprego. Ou seja, quando o mercado interno cresce vigorosamente, mas não consegue ser plenamente atendido pela indústria. Outro sinal de que o setor perde competitividade.“ 

(fonte: O Estadão, 13 de março de 2012, 19h50min)