domingo, 28 de outubro de 2012
CURSO GESTOR DE PROCESSOS
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Se o chefe não gritar, os jogadores não saem do lugar.
Muito tem se falado e
escrito nos últimos tempos sobre os estilos de liderança e sobre a postura que
se configura em comportamentos como chefes no ambiente de trabalho.
A grande questão que
precisamos responder é: será que sou um chefe ou um líder?
Intencionalmente, queremos
ser vistos como líderes, embora nossos comportamentos nos denunciem verdadeiros
chefes.
Estes comportamentos são
praticados por nós no dia a dia, sem que percebamos. E, com base neles, é que a
nossa equipe faz a leitura: CHEFE OU LÍDER.
Um dos comportamentos de
liderança, por exemplo, está em definir claramente, na empresa e para as
equipes, as diretrizes de atuação, o seu desdobramento em objetivos e metas de
tal modo que todos os integrantes tenham clareza da sua contribuição. Após, o
que se espera é a capacidade do líder em influenciar pessoas da empresa e fora
dela para que estes objetivos e metas sejam alcançadas.
Já um chefe, está sem rumo no dia a dia. Não guia a sua equipe
por objetivos e metas, mas sim, por meio de cobranças e imposições pessoais – todos
têm que fazer do jeito dele! Se você é um chefe, a sua equipe nunca saberá se
organizar na sua ausência. Sempre vai depender de você. Cuidado! Se você acha
que esta dependência é boa, engane-se, pois a sua equipe nunca vai ser um time
de alto desempenho e sim, um bando de tolos a espera de um grito do chefe. Então,
se o chefe não gritar os jogadores não saem do lugar.
Outra característica
acentuada no comportamento de um chefe é o controle, enquanto que o líder
gerencia. Se alguém lhe perguntar qual é o tempo médio de atendimento ao seu
cliente e você não souber, cuidado! Pode não ser falta de informação apenas, e
sim, um comportamento de chefia. Talvez o seu foco esteja em cobrar das pessoas
que atendam os clientes, no entanto, nem sequer sabe qual o desempenho da
equipe no atendimento. O que importa é atender. E se não atender...!!!
Desta forma, você vai
passar a vida toda cobrando as mesmas tarefas – controle – e nunca vai
conseguir cobrar melhorias – gestão, ou seja, se você não mede, não tem
informação para avaliar o desempenho. Se você não avalia o desempenho não tem
como definir ações de melhoria com a sua equipe. Logo, o seu ponto de fuga é
cobrar, pois assim você não perde o controle e mantém-se ativo junto à equipe.
Os verdadeiros chefes
chegam até mim e questionam: o que faço com uma equipe que não é comprometida?
Gasto todas as minhas salivas cobrando, todo dia, que façam determinadas
tarefas, mas, basta virar as costas que não fazem nada. Ora, o erro: você está
cobrando e não influenciando.
Estes mesmos chefes me
falam que as suas equipes não são motivadas, parece que só estão ali pelo
dinheiro. Caro chefe, quem tem que desenvolver a capacidade de motivar a sua
equipe é você mesmo. Você dá as culpas para a equipe, enquanto não olha para o
quanto você está ou não motivando os seus integrantes. O erro: você está
lamentando e não influenciando.
O líder convence a
equipe, com enfoque no desempenho de números, de que determinadas atividades
são importantes e, a partir daí, o trabalho ocorre normalmente, pois todos
querem alcançar um bom desempenho. Isto é natural e humano. Estes são alguns comportamentos que pensei em relacionar. Claro que teríamos conteúdo para escrever um livro. Reflita então, se o seu comportamento está voltado para ser um verdadeiro chefe ou um autêntico líder.
Eduardo Antônio Böckel
Assessor em Gestão
EVOLUIR
GESTÃO EMPRESARIAL
www.evoluirgestaoempresarial.com.br
sábado, 7 de julho de 2012
QUANDO O ÓTIMO É INIMIGO DO BOM E QUANDO O BOM É O INIMIGO DA EFICIÊNCIA E DA EFICÁCIA.
Nosso início de
atuação no mercado já nos fez perceber como, em muitas empresas, projetos não
nascem – ficam só no papel – em detrimento de muitas questões, entre as quais
podemos destacar a habilidade das pessoas em mobilizar recursos para
implementar as ações relativas àquele projeto. Já outros, nascem, mas nascem
tortos, também em função da habilidade das pessoas. E, para não falar só de
insucessos, há os projetos que são eficiente e eficazmente implementados e, por
incrível que pareça, também devido ao mesmo fato: a habilidade das pessoas em
mobilizar os recursos para o objetivo final.
Há um grupo
característico no qual as pessoas esperam infinitamente algo milagroso
acontecer, a exemplo de uma implementação de um software ou o desenvolvimento
de uma metodologia avançada. Estas pessoas são as atravancadoras das coisas e
se consideram as mais influentes. Realmente, elas ficam sonhando com algo que
nem chegou a dobrar a curva dos trilhos do trem, nem mesmo vemos a luz do farol
à noite, por enquanto ainda é só conceito. Mas, alguém já falou que isto é bom
e vamos aguardar até conseguir a sua implementação. Personagens como estes
vivem no “Mundo do País das Maravilhas” Conclusão: Projeto em stand bye e o produto ou
processo no qual aquele projeto visa implementar mudanças está da mesma forma
como sempre esteve, gerando os mesmos resultados de sempre. Nada andou, nem
mesmo aquela metodologia ou software avançado. Nenhum esforço dedicado. Para
pessoas com estas características, o ótimo é inimigo do bom.
Por outro lado, há um
grupo característico no qual as pessoas têm muita pressa. Estas não têm tempo
nem mesmo para planejar o projeto – já querem executar. Diferentemente dos
personagens que citamos no parágrafo anterior, já demonstram algum tipo de
reação. Ações são percebidas. Os comentários nas salas de café dizem respeito à
“algo está acontecendo nesta empresa”. No entanto, sabemos que a velocidade é
inimiga da eficiência. Pessoas deste grupo frequentemente tem que desmanchar o
telhado para voltar atrás no projeto e construir o fundamento da casa por
primeiro. Gastam mais do que seria o necessário, estressam seus colegas e são
verdadeiros causadores de tsunamis. São os super-heróis e querem carregar a
empresa nas costas. Personagens com estas características só pensam em alguns
“o que fazer” e consideram que pensar no “como fazer” é perder tempo. Conclusão:
Projeto em andamento e o produto ou processo no qual aquele projeto visa
implementar mudanças está da mesma forma como sempre esteve, gerando os mesmos
resultados de sempre. Nada andou, mesmo com esforço, às vezes, humanamente
impossível. Para pessoas com esta característica, o bom é inimigo da
eficiência.
Há, por sorte divina,
um grupo com características intermediárias. São aqueles que dedicam o tempo
necessário para o planejamento do projeto. Não têm pressa, mas também querem
ver as coisas acontecerem. Pensam em todas as informações que são críticas para
o bom andamento das ações. Comunicam as ações e contextualizam para todos os
envolvidos a fim de que tenham o real entendimento do “o que” e “como” fazer e
tenham o real sentido daquele projeto e os resultados que se espera com o
mesmo. Pessoas com estas características dedicam um tempo adequado da sua
agenda semanal para acompanhar, orientar e cobrar da equipe envolvida na
execução. Seus projetos são sustentáveis: uma vez implementados não necessitam
ser refeitos, porém, executam as ações para que resultados sejam possíveis.
Preferem fazer algo, mesmo que não embasados na última tecnologia disponível.
Estas pessoas atraem colegas de trabalho – todos gostam de trabalhar com eles,
pois resultados são perceptíveis e há toda a orientação durante a execução,
pois o planejamento foi bem pensado e contextualizado, sem haver, desta forma,
atritos de comunicação. E a conclusão? Projeto em andamento e o produto ou processo no qual aquele
projeto visa implementar mudanças está mudando aos poucos, gerando os pequenas
alterações nos resultados. Ações foram implementadas, com um esforço
humanamente aceitável. Para pessoas com estas características, todos são
amigos, o ótimo, o bom e a eficiência. E ainda, trazem mais um integrante: a
eficácia.
Com toda certeza,
há uma escassez enorme de pessoas com característica deste último grupo, mas há
muita oferta de desafios (não de emprego) que precisam de agentes da mudança
sustentável: mudanças eficientes e eficazes. Desenvolver as habilidades das
pessoas é fundamental para que tenhamos bons (ou melhores) resultados. E tem
gerentes de RH que não enxergam tais necessidades!
E você? Em qual
grupo se enquadra? Tente refletir sobre as formas pelas quais você atua na sua
empresa e os resultados que seus projetos estão gerando. Faça esta avaliação –
a sua empresa só tem a ganhar.
Você tem colegas com estas características?
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